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FretePor Irisson Lima · 30 de out · 07h00 · leitura 4 min

Tapajós sobe 17 cm em uma semana em Itaituba, mas segue abaixo da referência de estiagem, e Madeira devolve 106 cm em Porto Velho

O Tapajós voltou a subir em Itaituba e ganhou 17 cm em uma semana, mas segue 33 cm abaixo da referência de estiagem da ANA. No Madeira, Porto Velho recuou 106 cm em cinco dias depois do pico de 22 de outubro.

Tapajós em Itaituba
182 cm
Alta em 7 dias
17 cm
Queda do Madeira
106 cm

O Rio Tapajós voltou a subir em Itaituba, no Pará, e ganhou 17 cm em sete dias: passou de 165 cm na quarta-feira, 21 de outubro, para 182 cm na quarta-feira, 28, segundo os boletins diários da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Mesmo assim, segue 33 cm abaixo da referência de estiagem. No Rio Madeira, a outra hidrovia que esta série acompanha, o movimento foi o inverso: Porto Velho, em Rondônia, recuou 106 cm em cinco dias depois do pico de 22 de outubro.

Em Itaituba fica o distrito de Miritituba, onde a BR-163 encontra a BR-230, a Transamazônica, no corredor de grãos de Mato Grosso que combina a rodovia e o Tapajós. Na matéria de 22 de outubro, o quadro era outro: o Madeira subia rápido, e o Tapajós seguia em queda.

01O que mudou no Tapajós

A régua de Itaituba, estação 17730000 da ANA, chegou ao ponto mais baixo da série recente em 21 de outubro, com 165 cm, 50 cm abaixo da referência de estiagem, de 215 cm. No boletim, essa referência aparece como a cota 95% da estação.

Depois disso, o rio ficou parado por três dias, entre 166 cm e 168 cm, e começou a subir no fim de semana. Pelo boletim de quinta-feira, 29, a média diária foi de 172 cm no domingo, 25, 178 cm na segunda, 179 cm na terça e 182 cm na quarta-feira, 28. A leitura parcial de quinta marcava 183 cm.

A distância para a referência caiu de 50 cm para 33 cm em uma semana. O Tapajós segue abaixo dela, mas deixou de cair.

Rio abaixo, em Santarém, a estação da agência marcava 135 cm em 21 de outubro e 143 cm em 28 de outubro, acima da referência de 111 cm. Ali o nível vem caindo desde 27 de outubro, quando marcou 145 cm, e a leitura parcial de quinta-feira estava em 140 cm.

02Madeira perde o que tinha ganhado

Em Porto Velho, estação 15400000, o Madeira chegou a 495 cm em 22 de outubro, depois de subir 168 cm em três dias, desde os 327 cm de 19 de outubro. Desde então, recuou. Foram 484 cm em 23 de outubro, 454 cm no dia 24, 420 cm no dia 25, 404 cm no dia 26 e 389 cm na terça-feira, 27. A queda somou 106 cm em cinco dias.

Na quarta e na quinta, o nível parou de cair: 393 cm e 394 cm, este último uma média parcial do dia. Com os 393 cm de quarta-feira, o rio estava 165 cm acima da referência de estiagem da ANA para Porto Velho, de 228 cm.

A vazão acompanha a régua. No boletim da bacia do Madeira, Porto Velho tinha 8.190 metros cúbicos por segundo em 22 de outubro e 6.467 em 27 de outubro. Na quinta-feira, a média do dia até as 13h15 estava em 6.533.

03O efeito rio abaixo

Em Humaitá, no Amazonas, rio abaixo, o pico veio dois dias depois. A régua da cidade marcou 12,26 metros em 24 de outubro, o maior valor da semana, e caiu para 11,65 metros em 28 de outubro, uma perda de 61 cm em quatro dias. Na quinta-feira, a média parcial estava em 11,59 metros.

Os números podem mudar. A ANA informa que os dados vêm da telemetria e que os valores consistidos estão sujeitos a revisão. O dado do dia corrente é uma média parcial. Entre um boletim e outro, a mesma data chegou a aparecer com até 4 cm de diferença.

04O frete até os rios

Os boletins da ANA medem a água, não as condições de carregamento das barcaças nem o movimento nos terminais. Para quem roda, o dado de frete mais recente é a pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicada no Boletim Logístico de outubro.

Em setembro, a Conab registrou R$ 280,00 por tonelada de Sorriso a Miritituba, rota de 1.076 km, sem variação sobre agosto e 6,7% abaixo de setembro do ano passado. De Sorriso a Santarém, 1.375 km, o frete foi de R$ 360,00 por tonelada, queda de 2,7% no mês. Para comparar, a rota de Sorriso ao Porto de Santos, em São Paulo, ficou em R$ 500,00 por tonelada.

A Conab ressalta que a pesquisa é uma coleta de informações e não define preço referencial de mercado. Os valores são de setembro.

05O que acompanhar

O próximo sinal é se a subida do Tapajós se mantém. Até quinta-feira, o rio vinha ganhando entre 1 cm e 6 cm por dia em Itaituba. No Madeira, a questão é se a estabilidade de quarta e quinta segura o nível perto de 390 cm ou se a queda volta.

Cada boletim diário da ANA traz os cinco dias mais recentes de cada estação, e o do dia corrente sempre como média parcial.

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Fontes

Artigos

Fotos

  • Capa: Judison Godinho de Sousa / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
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