
Opep+ mantém metas de produção de novembro, e Brent segue acima de US$ 100 com exportação do Golfo de 60% a 80% do normal
Opep+ mantém as metas de produção de novembro pelo segundo mês seguido, enquanto a exportação do Golfo oscila de 60% a 80% do normal e o Brent fecha a semana a US$ 102,25.
- Brent na sexta
- US$ 102,25
- Exportação do Golfo
- 60% a 80%
- Subvenção por litro
- R$ 2,12
Os grandes produtores de petróleo decidiram no domingo, 4 de outubro, não mexer nas metas de produção para novembro. É o segundo mês seguido sem aumento. A decisão foi da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de seus aliados, grupo conhecido como Opep+, numa reunião por vídeo de sete países. Na prática, a Opep+ não vai elevar as metas ao menos até a reunião de 1º de novembro. O barril do Brent, referência internacional do petróleo, fechou a sexta-feira a US$ 102,25.
01O que a Opep+ decidiu
Participaram da reunião os ministros de Energia de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, segundo a agência Lusa, reproduzida pelo Jornal Económico. Os sete mantiveram para novembro as metas que já valiam, prolongando a pausa nos aumentos que começou em outubro, de acordo com o portal Brasil em Folhas.
A agência Reuters registrou que a decisão saiu como o mercado esperava e que não são esperados novos ajustes na política de produção até o ano que vem. O grupo volta a se reunir em 1º de novembro.
Durante grande parte de 2026, a Opep+ vinha aumentando as metas, revertendo cortes voluntários feitos em 2023, segundo a Lusa. De acordo com a Reuters, a maior parte desses aumentos ficou só no papel por causa da guerra no Oriente Médio.
02Meta no papel, produção abaixo
Segundo a Reuters, a meta hoje está acima do que o Golfo consegue produzir. Os produtores do Golfo Pérsico estão produzindo bem abaixo das metas por causa das interrupções nas exportações causadas pela guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã. Nos últimos meses, as exportações desses países oscilaram de 60% a 80% dos níveis normais.
Os números ajudam a dimensionar. Os sete principais membros do grupo extraíram 25 milhões de barris por dia em agosto, 630 mil a mais do que em julho. Ainda assim, ficaram cerca de 5 milhões de barris por dia abaixo do que produziam em fevereiro, antes da guerra, de acordo com dados da própria Opep citados pela Reuters.
A guerra também adiou a revisão da capacidade de produção de cada país, que serve de base para definir as cotas de 2027.
Como a produção do Golfo já está abaixo da meta, a decisão tem efeito limitado sobre a oferta que de fato chega ao mercado.
03Brent segue acima de US$ 100
Na sexta-feira, 2 de outubro, o Brent para dezembro fechou a US$ 102,25 o barril, e o tipo americano West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 91,11, segundo o Canal Rural. Segundo a Reuters, os preços caíram na sexta depois que líderes europeus aceitaram liberar reservas de diesel. O Brent, porém, recuou só 0,06% no dia.
Antes do início da guerra com o Irã, no fim de fevereiro, o barril custava cerca de US$ 73, segundo a Reuters.
04O que isso quer dizer para o diesel no Brasil
O preço do diesel nas refinarias brasileiras está bem abaixo do que custa trazer o produto de fora. No boletim de sexta-feira, feito com os preços de quinta, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calculou que o diesel S10 está, em média, R$ 3,00 por litro abaixo da paridade de importação, o preço de referência do produto importado.
Ao mesmo tempo, o governo federal paga uma subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel A de uso rodoviário aos beneficiários da Medida Provisória nº 1.391, valor fixado pela Portaria nº 2.946 do Ministério da Fazenda. O valor vale por trinta dias contados de 27 de setembro e pode ser prorrogado por igual período.
A decisão de domingo não acrescenta oferta ao mercado. Ficam no radar a liberação de reservas de diesel aceita pelos líderes europeus, segundo a Reuters, e o volume de petróleo que consegue sair do Golfo.
Em Mato Grosso, o diesel S10 custou em média R$ 7,70 na semana de 27 de setembro a 3 de outubro, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O que acompanhar. O próximo boletim da Abicom; a decisão da Fazenda sobre prorrogar o valor de R$ 2,12; e a reunião da Opep+ de 1º de novembro.
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Fontes
Artigos
- Reuters: Opep+ decide manter inalteradas metas de produção para novembro Ler a matéria
- Jornal Económico: OPEP+ mantém inalterada oferta de petróleo para novembro Ler a matéria
- Brasil em Folhas: OPEP+ mantém produção sem mudanças para novembro Ler a matéria
- Canal Rural: Petróleo fecha em queda após plano do G7 Ler a matéria
- Abicom: Paridade de importação de 02/10/2026 Ler a matéria
- Diário Oficial da União: Portaria MF nº 2.946 Ler a matéria
- ANP: Levantamento de Preços de Combustíveis Ler a matéria
Fotos
- Capa: C.Stadler/Bwag / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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