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FretePor Irisson Lima · 08 de out · 07h00 · leitura 4 min

Imea prevê 3,84% mais área de algodão em Mato Grosso em 2026/27 e exportação de 2,14 milhões de toneladas de pluma

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) fecha a safra de algodão 2025/26 com 6,81 milhões de toneladas em caroço e prevê, para 2026/27, área 3,84% maior e exportação de 2,14 milhões de toneladas de pluma. Da safra 2025/26, 893,35 mil toneladas já vendidas ficam para embarque no ciclo seguinte.

Área de algodão 26/27
1,43 mi ha
Exportação pluma 26/27
2,14 mi t
Vendida a embarcar 25/26
893,35 mil t

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) fechou os números da safra de algodão 2025/26 e divulgou a primeira estimativa para 2026/27 na segunda-feira, 5 de outubro. A área deve crescer 3,84%, para 1,43 milhão de hectares, puxada pelo preço da pluma. A produção, porém, tende a cair um pouco, porque o instituto espera rendimento menor. Para quem vive de frete, o número que pesa é outro: o Imea projeta 2,14 milhões de toneladas de pluma exportadas na próxima safra e 893,35 mil toneladas da safra atual já vendidas, mas com embarque previsto só para o ciclo seguinte.

01Safra recorde em rendimento, menor em volume

Com a colheita concluída, o Imea consolidou a área de algodão de 2025/26 em 1,37 milhão de hectares, recuo de 11,18% em relação a 2024/25.

O rendimento compensou em parte. A produtividade média ficou em 330,25 arrobas por hectare, alta de 4,80% sobre a safra anterior, e superou o recorde do ciclo passado. Segundo o instituto, as chuvas ao longo do ciclo ajudaram a formação das maçãs. O ponto fraco foi a qualidade: chuva sobre capulhos já abertos prejudicou a cor e o brilho da pluma em algumas regiões.

O recorde de rendimento não bastou para cobrir a área menor. A produção de algodão em caroço fechou em 6,81 milhões de toneladas, 6,92% abaixo de 2024/25.

02Mais área, menos rendimento em 2026/27

Na primeira estimativa para 2026/27, feita com os cotonicultores, o Imea encontrou intenção de ampliar o plantio. São esperados 1,43 milhão de hectares, alta de 3,84%. O instituto atribui o movimento ao "momento atual de preços mais atrativos da pluma".

O crescimento vem da segunda safra, plantada depois da soja, que deve somar 1.288.658 hectares, alta de 4,43%. A primeira safra recua 1,36%, para 138.710 hectares. Entre as regiões, o Médio-Norte tem o maior aumento em hectares: mais 23.872, para 396.920 hectares, alta de 6,40%.

A produtividade projetada é de 310,39 arrobas por hectare, queda de 6,01% sobre o recorde. O Imea considera um clima menos favorável, com possível efeito do El Niño sobre a distribuição das chuvas. Há também o risco de atraso na colheita da soja empurrar o plantio do algodão de segunda safra para uma janela mais arriscada.

Com isso, a produção em caroço fica estimada em 6,65 milhões de toneladas, 2,41% menor que a de 2025/26, mas ainda a terceira maior da série do instituto. Em pluma, a estimativa é de 2,73 milhões de toneladas.

O próprio Imea ressalva que os produtores estão no início do planejamento e que o andamento da soja, o clima na semeadura e os preços vão definir a área final.

03Para onde vai a pluma

Para a safra 2025/26, a demanda pela pluma de Mato Grosso ficou mantida em 2,73 milhões de toneladas, 0,17% abaixo da safra anterior. O destino se divide assim:

  • exportação: 2,09 milhões de toneladas, alta de 0,22%;
  • outros estados: 606,43 mil toneladas, queda de 1,80%;
  • fiações de Mato Grosso: 40,32 mil toneladas, alta de 5,22%.

Para 2026/27, a demanda total sobe 2,19%, para 2,79 milhões de toneladas. A exportação deve chegar a 2,14 milhões de toneladas, alta de 2,74%, e o Imea cita a expectativa de que os embarques sigam "alcançando volumes recordes". O consumo em outros estados fica praticamente estável, em 604,61 mil toneladas, e o uso dentro de Mato Grosso sobe 11,47%, para 44,95 mil toneladas, com a expectativa de maior atividade de uma fiação instalada no estado.

Pela soma da exportação com o consumo interestadual nas tabelas do Imea, a pluma que sai de Mato Grosso passa de cerca de 2,69 milhões de toneladas em 2025/26 para cerca de 2,75 milhões em 2026/27.

04Carga vendida que ainda vai embarcar

O detalhe que interessa a quem transporta está no estoque. O Imea projeta que a safra 2025/26 termine o ciclo comercial com 916,24 mil toneladas de pluma em estoque, alta de 7,20% sobre a safra passada. Desse total, 893,35 mil toneladas já terão sido vendidas, com embarque previsto para o ciclo comercial seguinte.

Ou seja, quase todo o estoque projetado já tem comprador e ainda vai ser embarcado. A comercialização da safra nova também anda: em setembro, 39,94% da pluma de 2026/27 já estava vendida, contra 32,44% em agosto. Da safra 2025/26, 75,52% estava comercializada.

O que é o ciclo comercial. O Imea conta a safra de algodão de agosto a julho. O estoque final reúne a pluma que ainda não foi embarcada quando o ciclo fecha, mesmo que já esteja vendida.

05Frete de grãos parado na semana

Nos boletins de 5 de outubro, o Imea registrou o frete de grãos de Sorriso a Miritituba em R$ 273,75 por tonelada na semana de 28 de setembro a 2 de outubro, mesmo valor da semana anterior. No começo de setembro, a rota estava em R$ 285,00.

O frete de fertilizante de Rondonópolis a Sorriso ficou em R$ 151,67 por tonelada na mesma semana, ante R$ 156,75 na primeira semana de setembro.

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Fontes

Artigos

Fotos

  • Capa: PETRÔNIORAMALHO / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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